Trabalho sobre os fotógrafos Annie Leibovitz, Man Ray e Daniel Moreira

 Fotografias de Annie Leibovitz, Man Ray e Daniel Moreira

Annie Leibovitz 


Annie Leibovitz é uma fotógrafa estadunidense nascida em 1949. Conhecida na atualidade por seus retratos nítidos e bem iluminados, especialmente de celebridades, Annie possui 6 livros de suas fotografias publicados e trabalhou em grandes revistas, como Rolling Stones e Vanity Fair.




John Lennon e Yoko Onu, 1980, Annie Leibovitz

Sendo provavelmente o trabalho mais conhecido de Annie Leibovitz, a fotografia retrata John Lennon e Yoko Ono. Na imagem, John se encontra em posição fetal, contrastando com Yoko, que aparece vestida de preto. A fama do retrato se dá pelo fato de ter sido tirado na manhã do dia do assassinato de John. Annie diz ter sido inspirada por uma foto cheia de sentimento do casal se beijando e, buscando uma imagem também de afeto dos dois, pediu para que a fotografia fosse tirada com ambos nus, sendo surpreendida pela negação de Yoko e ainda mais pelo resultado do contraste de seu corpo vestido com o de John Lennon sem roupas.





Meryl Streep, 1981, Annie Leibovitz



A fotografia de Meryl Streep foi capa da Rolling Stones em 1981. Nela, a atriz aparece puxando com suas mãos o seu rosto pintado, de modo a lembrar o uso uma máscara. O uso deste artifício foi feito com o objetivo de remeter ao teatro e à atuação de Meryl, deixando-a mais confortável para a sessão de fotos ao simular a interpretação de uma personagem. 





Man Ray

Emanuel Rudzirsky, mais conhecido como Man Ray, nasceu em 1890 na Filadélfia e faleceu em Paris em 1976, foi um fotógrafo, pintor e cineasta. É uma referência quando se trata dos estilos dadaísmo e surrealismo. Ambos os movimentos surgiram no início do século XX, sendo o surrealismo caracterizado pelo pensamento espontâneo e pela valorização do inconsciente. Já o dadaísmo é caracterizado por romper com os modelos tradicionais de arte, valorizando a desordem, a ironia e o niilismo. Man Ray utilizava da técnica que ficou conhecida como seus “raiogramas” para representar a oposição da realidade característica do surrealismo. O processo consistia em colocar objetos em um papel fotossensível e expô-lo à luz.



Radiografia O beijo, 1922, Man Ray

 Além de muitas vezes utilizar objetos comuns para gerar estranhamento, um dos seus raiogramas mais famosos, “The Kiss”, foi construído a partir de um par de mãos, duas bandejas e um par de cabeças se beijando, dele e de sua esposa. Dessa forma, Man Ray cria um certo desconforto no público compartilhando um momento íntimo, além de estar presente no seu próprio trabalho.



Natasha, mulher de braços cruzados, 1931, Man Ray


Essa fotografia foi realizada com a técnica de solarização na imagem, que é usada para descrever o efeito de inversão de tom observado em casos de superexposição extrema do filme fotográfico na câmera. Isso acentua as sombras e a profundidade das curvas da modelo, além de chamar a atenção por ser algo estranho aos olhos ao primeiro contato.







Daniel Moreira




    Daniel Moreira, nascido em 1978, é um fotógrafo que vive e trabalha em Belo Horizonte, buscando o diálogo entre a fotografia documental e as artes visuais. Daniel possui um olhar que humaniza o mundo em suas relações diversas com o imaginário, o ser humano e o consumo.





Série fotográfica "Desencanto", 2014, Daniel Moreira



A representação de um brinquedo de um parque de diversão em estado de conservação ruim em uma região periférica, questiona quem são as pessoas com acesso ao lazer e a segregação socioespacial. O contraste de tons claros e escuros, juntamente com o movimento rotatório do objeto que deduz seu funcionamento,  contribui para 0 entendimento desse aspecto implícito.




Série fotográfica "Área de risco", 2013-2017, Daniel Moreira
 

A fotografia em si possui uma narrativa  sutil, retratando o olhar do fotógrafo sobre o dinamismo do correr da água e o seu choque com um objeto invasor (ventilador), sinalizando não só contato de produções humanas em ambientes intocados pelo descarte incorreto de objetos, como também uma certa luta entre o meio ambiente e as construções humanas pelo uso de locais inadequados. Esta imagem funciona como uma forma de denúncia ambiental e da sociedade atual.

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