Análise dos objetos e associação com o texto "Animação cultural" e o filme "O dilema das redes".

 

Análise dos objetos e associação com o texto "Animação cultural" e o filme "O dilema das redes"

Dupla: Gabriela Adachi e Hugo de Araújo

Objetos: Relógio (Gabriela) e Calculadora (Hugo).

    Analisando objetivamente, tanto o relógio quanto a calculdadora estão intimamente associados com números. O relógio, ao marcar o tempo, estabelece uma relação de dependência e limitação da rotina, gerando o ritmo acelerado da cidade. A marcação do tempo leva também à agitação do pensamento, causando ansiedade sobre o futuro e saudosismo do que passou. Além disso, é por seu uso que a organização da rotina se torna possível e que os dias têm início e fim.

    A calculadora, ao passo de levantar memórias sobre a matemática, também é um instrumento imprescindível para a produção dessa e de outras ciências exatas. A partir de seu uso, é possível a solução e a criação de problemas, explicitando padrões e entregando resultados usados nos processos que envolvem a produção da tecnologia e de grande parte da espacialidade que pertence ao nosso cotidiano.

    Aplicando este ponto de vista dos objetos com o texto de Flusser "Animação Cultural" e com o filme "O dilema das redes", fica clara a associação errada que o texto busca desconstruir de que os humanos dominam os objetos e a realidade oposta de superioridade objetiva que o filme demonstra. O relógio dita e limita todos os passos do ser humano, sendo até mesmo mais influente na vida cotidiana do que as redes sociais, que, como apresentado no filme, já estão constantemente controlando as vidas humanas na atualidade. Já a calculadora, se vista como um aparelho, torna-se, segundo Flusser, a elite dos objetos, sendo a base para o alcance do objetivo de grande parte das maiores empresas mundiais, a produção de novas tecnologias, as quais, novamente, serão utilizadas para controlar o comportamento dos seres com vida. 

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